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O vaping e a saúde

Há muitos anos os médicos indicavam essa ou aquela marca de cigarros alegando serem mais brandos, que não causavam problemas, chegando algumas propagandas a alegar que “mais médicos fumam Camels do que qualquer outra marca”.

Este é um dos motivos da comunidade médica ser muito cética em relação aos vaporizadores eletrônicos, ou vapes. Seriam eles uma nova onda de produtos prejudiciais que se escondem por trás de uma suposta inofensividade?

Ao que tudo indica, não.

Os vaporiadores eletrônicos modernos foram introduzidos no mercado em 2003 e rapidamente se espalharam pelo mundo conquistando a Europa em 2006 e os EUA um ano depois. De lá para cá se tornaram um assunto polêmico. Inicialmente as indústrias tabagistas tentaram rechaçar a novidade inclusive encomendando estudos dos mais diversos para tentar encontrar algo que pudesse comprometer os aparelhos.

Após mais de 15 anos nenhum estudo jamais concluiu que os vaporiadores eletrônicos possuam qualquer indício de riscos graves à saúde, sendo atualmente considerados no mínimo 95% mais seguros que o cigarro, percentual igual às outras alternativas de cessação do tabagismo como adesivos, gomas de mascar e remédios.

Eles também não produzem nenhuma consequência para quem absorve o vapor passivamente, não sendo encontrada qualquer evidência de compostos nocivos no ambiente de quem utiliza vaporiadores eletrônicos, nem mesmo em “vape shops”, lugares especificamente feitos para quem utiliza os aparelhos e que possui incidência concentrada de vapers.

Um dos maiores pesquisadores sobre o assunto é o Dr. Konstatinos E. Farsalinos que apresenta em seu blog diversas pesquisas sobre os vaporiadores eletrônicos, se tornando um defensor desse método anti-tabagista frente à todos os resultados obtidos, assim como diversos profissionais em todo o mundo, inclusive no Brasil, estão passando a admitir (um pouco à contra-gosto é verdade) que os vaporizadores eletrônicos são uma forma de diminuição de riscos frente ao tabagismo.