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Preconceito contra distinções está matando fumantes

REG RANT | Prejudice against distinctions is killing smokers

por Brent Stafford

Eu tenho pensado muito sobre distinções. Dentro do discurso popular, há considerável confusão quanto ao valor ou motivos por trás da realização de distinções.

Muito escárnio é dirigido a qualquer pessoa ou instituição que disponha seu uso, pois o ato de distinguir entre alguém ou algo como não sendo o mesmo poderia levar a tratar um diferente do outro. Isso é promovido como a causa raiz de conflitos culturais, políticos, religiosos, raciais e de gênero. De fato, se alguém argumenta sobre os méritos da criação de distinções, então acusações mordazes de racismo, sexismo ou elitismo não podem estar muito atrás.

Há, na verdade, um preconceito contra fazer distinções e esse viés é um dos princípios mais perniciosos da elaboração de políticas públicas progressivas, pois favorece a ideologia em detrimento das evidências, o que leva a decisões destrutivas em detrimento da saúde pública.

Claramente, a recusa maníaca da Food and Drug Administration dos EUA [FDA, cujas orientações são importadas pela preguiçosa ANVISA] em fazer a distinção óbvia de que vaping não é igual a fumar é dissuadir os fumantes de fazer a troca, colocando suas vidas em perigo. Evitando todas as evidências e desafiando todo o senso comum, o regulador continua a classificar os produtos de vapor como produtos de tabaco, mesmo que o tabaco não seja encontrado em seu interior.

Desafiar essa distinção deixa milhões de fumantes americanos com a falsa impressão de que vaping é tão prejudicial ou até mais prejudicial do que fumar – alimentando a guerra cada vez maior contra o que muitos médicos, pesquisadores e defensores da saúde pública dizem ser a maior ferramenta para erradicar o tabagismo.

Há alguma verdade por trás da acusação de que as distinções são feitas com base em preconceitos. Quando se identifica uma diferença, ela geralmente é baseada em conhecimento e experiência previamente mantidos. Reconhecemos a cor azul e somos capazes de discernir a diferença entre o azul e a cor verde; perdão para aqueles com percepção de cor deficiente (e perdão para aqueles ofendido por minha distinção de deficiente).

Meu ponto é: nós não precisamos nem devemos confiar em um regulador do governo para declarar que o céu é azul ou a grama é verde. Essas são distinções que os indivíduos podem fazer com base no entendimento inerente; muito parecido com o entendimento de que se algo não queima não pode produzir fumaça. Um fato ligado ao nosso DNA há cerca de 400.000 anos, quando o homem (poke) descobriu o fogo.

Infelizmente, as forças por trás da guerra contra o vaping não permitirão que algo tão trivial como os fatos atrapalhem seus planos de manter a torneira fluindo com o pagamento anual de bilhões de dólares da grande indústria tabaqueira. O The Center for Tobacco Products, Truth Initiative, Campaign for Tobacco-Free Kids, American Cancer Society, entre outros, estão no negócio com as grandes indústrias. Juntamente com os governos federal, estadual e municipal, eles compreendem uma indústria de escala industrial.

Talvez os progressistas [o caso brasileiro não apresenta essa polaridade] estejam certos sobre as distinções: considerando os organismos de controle do tabagismo e as grandes indústrias tabaqueiras, há uma distinção, mas sem diferença.

 


Brent Stafford é fundador e produtor executivo do RegulatorWatch.com

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Fonte: Regulator Watch – Em 5 de fevereiro de 2019.